A ideologia da escola pública

A ideologia da escola pública

Tenho as minhas duas filhas numa escola privada. Em casa, já determinámos que quando elas chegarem ao 7.º ano de escolaridade vão para a escola pública, o Liceu Pedro Nunes. Se houvesse na minha zona de residência uma boa escola primária pública era lá que elas estavam. Uma escola que pudesse e soubesse perceber que, mesmo com as minhas filhas que são gémeas, é fundamental iniciar a aprendizagem das crianças tendo em conta que elas são muito diferentes umas das outras e têm, portanto, necessidades e ritmos diferentes. Há escolas públicas assim, mas não estão perto de mim.

Pode ler mais sobre a opinião de Paulo Baldaia – aqui.

Como não gritar com os miúdos quando se está à beira de um ataque de nervos

Como não gritar com os miúdos quando se está à beira de um ataque de nervos

Os berros provocam afastamento. Identificar as situações que o deixam fora de si é o primeiro passo para deixar de gritar com o seu filho. Quanto mais treinar, mais rapidamente chega ao tom em que quer falar.

(…) Nenhum pai gosta de passar os dias a berrar com os filhos. É esta a convicção de Magda Gomes Dias (formadora nas áreas comportamentais e comunicacionais), que esta semana lançou o livro “Berra-me baixo.” Contudo, muitos pais “permitem” que isso aconteça. Na verdade, diz, a culpa de gritarem é dos pais e não dos filhos. A maior parte dos educadores, prossegue, sente-se “culpada e perdida porque não sabe gerir” aquilo que os faz gritar.

Veja mais detalhes do artigo – aqui.

TPC: para quê?

TPC: para quê?

Muitas crianças do primeiro ciclo, ou seja, entre os 6 e os 10 anos, estiveram nas férias da Páscoa a fazer “trabalhos para casa”: exercícios, cópias, composições… de tudo um pouco. Nalguns casos, assinalava o jornal Público que realizou esta investigação, as crianças levaram 28 folhas de fichas para fazer. Os efeitos na dinâmica familiar são essencialmente negativos: os pais e sobretudo as mães (sobre quem continua a recair de forma predominante o acompanhamento dos filhos) falavam de “gritos, reprimendas e cansaço” decorrentes dos TPC.

Para ler o artigo de opinião de José Soeiro, veja aqui

O nosso modelo escolar é do séc. XVIII e não está adaptado à realidade

O nosso modelo escolar é do séc. XVIII e não está adaptado à realidade

Se há mais de 20 anos se concluiu, a nível internacional, que o modelo escolar está esgotado, por que não se faz uma reforma profunda em vez de mudar pormenores, instabilizando alunos, professores e famílias? O especialista (Joaquim Azevedo) cita os exemplos do ensino na Finlândia e nos jesuítas catalães.

Leia a entrevista com Joaquim Azevedo (investigador e professor da Universidade Católica, doutorado em Ciências da Educação) – aqui.

A Educação do Futuro

A Educação do Futuro

A educação é certamente a área da nossa vida coletiva que mais intimamente se relaciona com o futuro. Não admira, a educação trabalha com as crianças e os jovens que inexoravelmente irão estar nos lugares de trabalho, de decisão, de poder que hoje são ocupados pelos mais velhos.  E logo a relação se estabelece: a educação moldará as pessoas que por sua vez moldarão o mundo de amanhã.

(…) a educação está certamente num dos períodos mais dramáticos da sua história, num tempo em que a desadequação do modelo de escola criado no século XIX se mostra eloquentemente desajustado para educar jovens criados em ambientes de tecnologias digitais que implicam todo um conceito de conhecimento, de trabalho, de atenção completamente distinto do anterior.

(…) Talvez mesmo o mais seguro seja assegurar a educação de melhor qualidade que pudermos e soubermos neste presente. A educação do futuro é hoje.

Pode ler mais sobre a opinião de David Rodrigues – aqui.

Não quero criar um génio, quero criar um filho feliz

Não quero criar um génio, quero criar um filho feliz

Se as vidas e rotinas dos adultos mudaram radicalmente nos últimos 30 anos, as das crianças também, e se os problemas centrais na vida das pessoas nos anos 80 eram uns e hoje são outros, o mesmo se passa com os mais novos.  (…) Nos anos 80, as grandes preocupações eram o abuso sexual, as agressões físicas, os problemas familiares e a gravidez. Hoje, e de acordo com uma linha de ajuda a crianças e jovens britânica, a ChildLine, são a baixa auto-estima, os problemas familiares, a infelicidade, o bullying e cyberbullying e a auto-mutilação.

(…)

Continuo a achar que o melhor modelo educativo para os nossos filhos é o do amor, o do equilíbrio e o da felicidade. Mais do que qualquer outra coisa, um pai deve preocupar-se em que o seu filho seja feliz e tenha as ferramentas de que necessitará ao longo da vida.

Pode ler mais sobre a opinião de “O Arrumadinho” – aqui.