Greve de professores “atípica”

Greve de professores “atípica”

Os professores estão em greve há uma semana, mas nas escolas poucos têm sentido o efeitos do protesto. O pré-aviso apresentado pelos sindicatos deixa de fora as aulas e as tarefas dos docentes que estão dentro do seu horário, pelo que o dia-a-dia das escolas tem sido pouco afectado, concordam directores e pais. Os sindicatos contabilizam cerca de 100 escolas (num total de 800 agrupamentos na rede pública) em que houve adesão à paralisação.

A greve convocada desde a segunda-feira da semana passada – e que a plataforma sindical de que fazem parte a Federação Nacional de Professores (Fenprof), Federação Nacional de Educação (FNE) e oito estruturas sindicais promete prolongar até ao final do ano lectivo – “não tem tido impacto sobre os alunos”, afirma o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão.

Esse facto não é surpreendente porque a greve deixou de fora o período de aulas e, depois de uma correcção nos termos do pré-aviso imposta pelo Ministério da Educação, também não incluiu a generalidade das tarefas dos professores nas escolas.

Pode ler mais sobre esta notícia – aqui!

Novo ano lectivo arranca… O que muda?

Novo ano lectivo arranca… O que muda?

Entre dia 12 e 17 de setembro os alunos das escolas públicas voltam às aulas. Será um ano lectivo de adaptação ao paradigma da escola inclusiva e em que mais turmas terão currículos flexíveis. O que há então de novo? Em síntese, as seis maiores mudanças:

  1. Este ano lectivo, os manuais escolares são gratuitos para os alunos das escolas públicas do 1.º ao 6.º ano. Os livros – novos e usados – são distribuídos após pedido na plataforma Mega – Manuais Escolares Gratuitos.
  2. Educação especial passa a educação inclusiva. Esta mudança implica sobretudo “alterações de mentalidade”. Em causa está a entrada em vigor do novo regime legal para a educação inclusiva, que substituiu em Julho a lei da educação especial.
  3. Flexibilidade curricular alargada a todas as escolas. (…) Agora, todas as escolas públicas podem gozar da autonomia pedagógica dada pelo Ministério da Educação, podendo decidir o que fazem com até 25% da carga horária lectiva. As escolas podem decidir não mudar nada nos seus currículos ou, pelo contrário, aplicar novos métodos de ensino, juntar blocos de tempos para dedicar a projectos específicos e, inclusive, criar novas disciplinas.
  4. Turmas estão mais pequenas. As turmas do 1.º ciclo voltam a ter no máximo 24 alunos e as dos 2.º e 3.º ciclos podem ir até aos 28.
  5. Educação Física volta a contar para a média. Entre as mudanças nos currículos escolares a mais significativa é o regresso da disciplina de Educação Física para efeitos de cálculo da média no secundário e para acesso ao ensino superior. Há também três novas disciplinas: Complemento à Educação Artística no 5.º e 6.º anos; Cidadania e Desenvolvimento e Tecnologias de Informação e Comunicação, no 2.º e 3.º ciclos.
  6. Novas regras acabam com moradas falsas. Neste novo ano lectivo as famílias sujeitaram-se a novas regras nas matrículas, com vista a impedir o recurso a moradas falsas. O controlo das moradas tornou-se mais apertado e a prioridade na distribuição das vagas é agora dada aos alunos de meios carenciados.

Pode ler esta notícia, mais desenvolvida – aqui!

Informação aos consumidores

Informação aos consumidores

Com o novo ano letivo à porta, a Direção Geral do Consumidor divulga a brochura informativa “Regresso às aulas em segurança” que visa alertar para a promoção da saúde e da segurança dos mais novos no seu regresso às aulas – 2018/2019. Pode ver a brochura – aqui!

Para mais informações consulte: www.consumidor.gov.pt/ e https://www.facebook.com/dgconsumidor onde é disponibilizada informação sobre os direitos dos consumidores, os consumos juvenis e outras matérias relacionadas com o tema.

Como não desesperar com os TPC em tempo de férias

Como não desesperar com os TPC em tempo de férias

O primeiro período lectivo terminou, mas isso não significa que as crianças e os jovens estejam completamente de férias. Muitos saem da escola carregados de Trabalhos Para Casa, os famosos TPC, e sem muita vontade. E com razão, pelo menos é o que pensam alguns dos especialistas que o PÚBLICO contactou. Para o pedagogo Renato Paiva “na grande maioria dos casos, os TPC nas férias são absolutamente desnecessários”.

“Estudar pode não parecer uma tarefa divertida e os trabalhos de casa parecem ser uma invasão do tempo de férias”, justifica. No entanto, se os TPC são pedidos pelos professores, então devem ser feitos porque outra coisa que os pais têm de incutir é “a responsabilidade”, afirma o pedagogo. A mesma opinião tem a psicóloga Teresa Espassandim, do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), lembrando que aos pais cabe ajudar os filhos “a compreender e a assumir as consequências da decisão de fazer ou não fazer [os trabalhos], com autonomia”. (…)

Veja mais detalhes do artigo – aqui.

Alunos portugueses acima da média da UE

Alunos portugueses acima da média da UE

O bom desempenho dos alunos portugueses de quinze anos nos testes PISA 2015, da OCDE, reflete-se no relatório Monitor da Educação e Formação 2017, da União Europeia. Com base nesses resultados, os estudantes nacionais são colocados acima da média comunitária na Leitura (17,2% de resultados fracos contra 19,7%) e na Ciência (17,4% contra 20,6%), com a Matemática a destoar (23,8% face a 22,2%).

Mas este bom indicador – que na realidade já era conhecido deste que foram revelados os resultados do PISA 2015 – convive com vários outros que, apesar de regra geral indicarem melhorias entre 2013 e 2016, evidenciam também a distância que ainda separa o país dos parceiros comunitários e das metas propostas.

Nos principais indicadores, nomeadamente aqueles que fazem parte dos compromissos assumidos para 2020 em termos de qualificações pelos países da União Europeia, Portugal progrediu mais rapidamente do que os parceiros. Mas continua abaixo da média.

Pode ler mais sobre esta notícia – aqui!

Investigador critica quem acusa pais de “não colocar motivação nas mochilas” dos filhos

Investigador critica quem acusa pais de “não colocar motivação nas mochilas” dos filhos

O investigador e professor Joaquim Azevedo criticou quem acusa os pais de não “colocar motivação nas mochilas” dos alunos, defendendo que esse trabalho cabe às escolas e professores, que estão desatualizados.

A escola não pode ser o que era há 30 anos”, alertou hoje o ex-secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, durante a sua palestra no 1º Congresso de Escolas, que está a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Para o investigador do Centro de Estudos do Desenvolvimento Humano, “tudo está a mudar à volta da escola”, mas a escola pouco mudou e este desequilíbrio faz com que muitos alunos acabem por se afastar do ensino.

Num tempo em que os alunos têm acesso imediato e sem controlo a informação e em que há um consumo permanente de imagens, a escola parece viver à margem desta realidade, segundo o especialista em educação.

Veja mais detalhes do artigo – aqui.

Alunos derraparam nas provas de aferição

Alunos derraparam nas provas de aferição

Um susto. É esta a leitura que, em síntese, se pode fazer dos resultados das provas de aferição do ensino básico em disciplinas que até agora não tinham sido submetidas a avaliação externa. Ou seja, delas só se sabia quais as notas dadas nas escolas pelos professores.

(…) na prova de Matemática que os alunos do 2.º ano (7/8 anos de idade) realizaram, o seu desempenho foi bastante superior aos seus colegas do 5.º ano.

Os alunos do 2.º ano tiveram também este ano, pela primeira vez, provas nas áreas das Expressões Artísticas e Físico-Motoras. Na primeira área revelaram maiores dificuldades da Educação Musical (38,3% de desempenhos negativos), na segunda o mesmo se passou quando se tratou de ver como lidavam com jogos infantis (33,8% de desempenhos negativos). Nos outros domínios abordados nas provas de Expressões, mais de 80% dos alunos do 2.º ano conseguiram desempenhos dentro do esperado, frisa o Iave.

Veja mais detalhes da notícia – aqui!

Veja os resultados nacionais das provas de aferição, 2017 – aqui!

Veja as Medidas a implementar e desenvolver, face aos resultados das provas – aqui!

Planificação das AEC para 2017/18

Planificação das AEC para 2017/18

O Diretor-geral da Educação quer que se salvaguardem as brincadeiras das crianças e que se saia da sala de aula na planificação das Atividades de Enriquecimento Curricular para o próximo ano letivo. O responsável quer evitar que o período curricular estique e a excessiva escolarização dessas atividades.

Numa carta enviada aos diretores das escolas e aos presidentes das câmaras municipais, das juntas de freguesias, das associações de pais e de instituições particulares de solidariedade social, o diretor-geral da Educação, José Duarte Pedroso, quer que no planeamento das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) para o ano letivo 2017/2018 sejam tidos em consideração vários pontos importantes. Desde logo, que se salvaguarde o tempo de recreio necessário para as brincadeiras livres das crianças.

O responsável chama a atenção para mais aspetos. Eliminar o agendamento de trabalhos de casa, que não se esqueça o carácter lúdico das AEC que se devem orientar para o desenvolvimento da criatividade e das expressões dos mais novos, que se utilizem espaços, materiais, contextos e outros recursos educativos diversificados de forma a evitar a permanência nas salas de aula. O diretor-geral recorda ainda que é preciso garantir os apoios necessários para que todos os alunos, sem exceção, possam participar nas atividades, independentemente das suas capacidades e condições de saúde, e, por outro lado, que todas as componentes do 1.º ciclo sejam abordadas pelo professor da turma durante o período curricular.

Pode ler mais sobre esta notícia – aqui!

Pode ler a carta enviada pelo Diretor-geral da Educação – aqui!

Mais tempo de recreio

Mais tempo de recreio

Os alunos do 1.º ciclo vão beneficiar de mais meia hora de intervalo por dia, já a partir de Setembro. Como o intervalo da manhã vai passar a integrar o tempo letivo do professor, isso implica redesenhar os horários escolares. Com esta alteração, os alunos no 1.º ciclo passam a dispor de menos tempo de permanência na sala de aula e a mais tempo de recreio. A medida está prevista para entrar em vigor já no próximo ano letivo.

Os professores têm de lecionar cinco horas letivas por dia e este período de trinta minutos fará parte desse horário – que contempla as aulas, o apoio ao estudo e, agora, o intervalo. Esta informação já consta na circular da Direção-Geral de Educação, que chegou às escolas no final de junho.

A reorganização dos horários do 1.º ciclo cabe agora aos agrupamentos, que terão, na prática, duas opções: podem decidir atrasar o início das aulas meia hora (9h30 ao invés de 9h00) ou terminá-las mais cedo (15h30 em vez de 16h00). Outra alternativa é alargar o horário de almoço de 1h30 para 2h00.

Pode ler mais sobre esta notícia – aqui!

Governo entrega às câmaras tudo menos professores e escolas da Parque Escolar

Governo entrega às câmaras tudo menos professores e escolas da Parque Escolar

Competências que até agora a maioria das câmaras municipais só detinham a nível do pré-escolar e do 1.º ciclo – como a propriedade física das escolas, a tutela do pessoal não docente e a responsabilidade pela Ação Social Escolar, refeições, pequenas e grandes obras nos estabelecimentos, segurança e até a contratação de serviços como a água e eletricidade – vão ser integralmente entregues aos municípios, abrangendo agora todos os ciclos do ensino básico e do secundário. É o que prevê a proposta do governo para a descentralização de competências na área da Educação, documento que o governo entregou à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

De acordo com o projeto legislativo, que prevê a implementação destas medidas a partir do ano letivo de 2018-19, apenas a tutela dos professores e de parte das escolas – algumas escolas agrárias mas sobretudo as secundárias atualmente pertencentes à Parque Escolar – ficam fora da lista de recursos físicos e humanos a entregar às autarquias.

Veja mais detalhes da notícia – aqui!